segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Seis coisas que odiamos na Web

Seis coisas que odiamos na Web

Vídeos que tocam sozinhos, sites de downloads enganadores, cookies invasivos; a Internet se desenvolveu, mas, alguns erros persistem.
Vivemos em um mundo tecnológico profundamente paradoxal. Posso guardar mais álbuns no meu bolso, com um iPod, do que jamais caberia em minha estante de CDs; é possível ouvir estações de rádio do mundo inteiro na Internet, enquanto estou no ônibus, e, ao mesmo tempo, baixar canções, legalmente, por menos de um dólar - tudo em uma única, e elegante, interface do smartphone. No entanto, ao procurar a letra de uma música – tarefa das mais simples – indubitavelmente serei bombardeado com anúncios que ocupam a tela inteira, vídeos que tocam sem eu pedir, e links para o download de toques de celular.

Inconveniências que existiam nos primórdios da Internet foram abandonadas, como letras que piscam, pop-ups insistentes e musiquinhas de fundo que não podem ser interrompidas. Não obstante, a batalha por uma rede mundial mais sã continua; ainda há muito de arcaico, e perturbador, na moderna Web 2.0.

1. Sites de download enganadores
Se eu visito um portal desses, é óbvio que estou à procura de um arquivo para baixar. Entendo que a banda necessária para hospedá-lo não é gratuita, portanto, não me incomodo com os anúncios em tela cheia que vêm em minha direção. Fecho-o e já avisto um botão grande: “Download Here”.

É uma armadilha! Clico nele e uma grande janela de propaganda aparece. Elimino-a, e lá está: um ícone azul e a palavra download. Olho-o por um instante e concluo: “Ah, mais uma cilada, nada de cliques para você”. Ao lado, um quadrado laranja com o “Download Here” de antes; é esse.

Esqueci de digitar o CAPTCHA – código que serve para evitar que robôs acessem o sistema. Certo, tentarei de novo. Encontrei o arquivo que quero, só preciso clicar no botão e... não, não é esse; eu não quero uma conta Premium. Seleciono “voltar” no navegador. Ah, finalmente, aí está: o botão certo, logo ao lado do Premium. Pronto, agora é só esperar uns 45 segundos e não me distrair, pois, caso demore a clicar no último ícone, terei que fazer tudo de novo. O que eu queria baixar mesmo?

2. Vídeos anexados
No Gmail Chat está a forma correta de anexar vídeos. Por outro lado, o YouTube já tem mais de cinco anos e ainda não nos ofereceu uma maneira eficiente de completar essa tarefa. Principalmente para os iniciantes, o portal de vídeos deveria seguir esse padrão: copio a URL da página para um e-mail, um tuite, ou qualquer outra caixa de texto, e a mídia aparece no conteúdo postado; como no Gmail Chat.

Todos os outros estão errados. Alguns sites convertem a URL corretamente, alguns exibem um código para a indexação, e existem aqueles que não a permitem. Só dá para saber qual é o método por tentativa e erro. Uma confusão.

3. Cookies de terceiros
Esses daí podem incomodar. Você já deve saber que os cookies também são usados para que uma determinada entidade possa monitorar a sua atividade na Internet. Assim, redes de publicidade descobrem quais são os seus interesses, exibindo anúncios que condizem com eles.

O modo mais fácil de escapar da ameaça é desabilitando o armazenamento desses arquivos. No entanto, eles servem para muitas coisas úteis, e um grande número de extensões depende deles para funcionar corretamente, tanto no Firefox quanto no Chrome. Logo, se correr o bicho pega e se ficar...

4. Anúncios que dançam e cantam
No primeiro exemplo, o mouse, acidentalmente, acaba passando por um anúncio no topo da tela. Não só ele cresce, como também começa a tocar um vídeo ou uma música. Por ser tão difícil de evitá-lo, acabo clicando nele sem querer. Isso já ocorreu centenas de vezes; em todas, minha insatisfação com o som que sai das caixinhas foi enorme.

No segundo exemplo, eu nem percebo que abri um site que possui uma dessas peças publicitárias. Já estou em outra aba quando noto que uma música está tocando. De onde vem? Eu não abri nenhum arquivo musical, nenhum vídeo. Demora um tempo até que eu reconheça a origem, e vou de janela em janela procurando o anúncio para poder fechá-lo.

Por favor, publicitários, esperem pelo clique antes de exibir um filme ou iniciar uma narração; ao levar o mouse até o espaço da propaganda, isso não significa que estou interessado, mas, ao selecioná-lo, aí sim, vocês podem comemorar que conseguiram o que queriam.

5. Sugestões de contas a seguir no Twitter e amigos no Facebook
Eu entendo. São redes sociais e se você é novo nelas é muito mais fácil adicionar alguns amigos e, depois, ir selecionando as sugestões que o portal lhe dá. De fato, chega a ser conveniente.

No entanto, para quem está no Facebook há um tempo, essa lista passa a ser uma coleção de conhecidos com os quais não quero contato. Convenhamos, se você e um outro têm 100 amigos em comum e, mesmo assim, não se adicionaram na rede, existe um motivo para isso, algo que a rede de Zuckerberg é incapaz de entender.

6. Sites que tocam vídeo e áudio automaticamente
Essa é similar à reclamação dos anúncios. Em geral, ao visitar um site de notícias, por exemplo, escolho as manchetes que mais me interessaram e as abro em abas diferentes. Quando um barulho que não me é familiar começa, tenho que investigar página por página para ver qual é a responsável. Veja bem, se eu quiser assistir a um vídeo, eu clicarei nele; o conteúdo não precisa iniciar automaticamente, sou capaz de fazê-lo tocar por conta própria.

(Patrick Miller)

Fonte: IDG Now

Bing x Google: a guerra vai muito além das buscas

Bing x Google: a guerra vai muito além das buscas

Bing investe em integração com Facebook e Google quer a sala de estar; buscas chegam a cenários ainda não explorados e esta é a chance da Microsoft.
A guerra dos buscadores está, novamente, esquentando. Mas, ao contrário das batalhas anteriores, os dois principais concorrentes, Bing e Google, adotaram diferentes estratégias para conquistar o usuário. Enquanto o serviço da Microsoft aposta na integração com o Facebook, a companhia de Mountain View investe em mercados adjacentes, com o seu Google TV e o Chrome OS – sistema operacional para netbooks.

Não estamos falando de resultados em tempo real, recursos 2.0 ou aprimoramento de algoritmos; pela primeira vez, cada marca escolheu terrenos distintos para vencer a disputa. Quem se sairá melhor? Para descobrir isso, os olhos não devem mais se limitar ao computador, pois smartphones, televisões e redes sociais entraram no jogo.

FaceBing
O Bing anunciou na última quarta-feira (13/10) que algumas funcionalidades do Facebook seriam exibidas nas pesquisas do serviço - o que inclui os populares “curti” da rede. Se, por exemplo, o usuário procurar pelo filme Star Wars, poderá ver quantos de seus amigos apreciaram algum site que trata sobre a obra.

O Google tem uma ferramenta parecida, mas esta exibe as atualizações de redes como Twitter e Digg, além de serviços da própria empresa, como Gmail e Reader. Ainda assim, as recomendações do Facebook são diferentes, pois se espera que os contatos dele sejam mais íntimos do usuário que os seguidores do microblogging.


Google em outras frentes
O Google está tentando chegar a outras áreas para além da Web. Seu próximo alvo é a sala de estar, com o Google TV. Ele tenta unir a televisão à Internet, ou seja, os usuários passariam a usar a busca da empresa também nos televisores. O objetivo final seria: o que fosse pesquisado pelo aparelho, pudesse ser exibido instantaneamente na tela, de filmes a shows de música.

Os dispositivos móveis seriam a outra aposta da empresa, não só os smartphones com Android, mas também os netbooks com Chrome OS. Esse sistema operacional deve chegar até o fim do ano e transferiria todas as principais atividades do usuário no computador para a Internet; em vez de Office, Google Docs; nada de visualizador de fotos, força para o Picasa; games? Use o browser. E procure tudo, de fotos a documentos, a partir do buscador da companhia.

A Microsoft, por outro lado, já tem espaço garantido nesses dois setores. O principal competidor do Chrome OS é, lógico, o Windows – desde o XO até o 7. Quanto ao Google TV, a empresa de Steve Ballmer também tentou chegar à sala dos usuários. Primeiro veio o Media Center; falhou. No entanto, obteve sucesso com o Xbox 360, e continua adicionando recursos ao console. Um possível Bing TV, incorporado ao aparelho, portanto, não seria nada impossível.

As duas gigantes, assim, querem se tornar o centro do mundo digital de seus clientes. Desejam controlar tudo, promovendo em seus produtos os mecanismo de busca que administram, as redes sociais que apóiam, as músicas e filmes que comercializam.


Um choque de realidade: Google ainda domina
O Bing luta para se tornar um competidor à altura do Google, pois ainda está longe de alcançá-lo. Na última quarta-feira (13/10), a comScore divulgou que, nos EUA, a companhia de Mountain View foi responsável por 66,1% das pesquisas feitas na Web no mês de setembro. O Yahoo ficou em segundo, com 16,7%, e o buscador da Microsoft em uma distante terceira colocação: 11,2%.

Comparando esses índices aos de maio de 2009, no entanto - quando o Bing ainda se chamava Live - verificaríamos que o mecanismo de busca da Microsoft está crescendo. Ele aumentou sua participação em 2,9%, mais que o dobro do Google, que progrediu em 1,2%. Mesmo assim, ainda é pouco. Nos Estados Unidos, poderíamos somar a participação do Bing com a do Yahoo – pois ambos atuam juntos no país – e, não obstante, teríamos apenas 27,9%. De fato, nas buscas nos computadores, o Google está muito na frente.

Aparentemente, as batalhas serão mais equilibradas em outros setores. Se nos PCs, o Google domina, na sala de estar, nas redes sociais e nos dispositivos móveis, a disputa acabou de começar. É a chance que o Bing tem para crescer e, se a Microsoft quiser ameaçar sua rival, não poderá desperdiçar essa valiosa oportunidade.

(Ian Paul)

Fonte: IDG Now

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Notebooks ou tablets: qual é melhor para o aprendizado infantil?

Um notebook tem um teclado físico e maior liberdade de criação. Embora os tablets estejam na moda, talvez eles não sejam a melhor opção.
A notícia de que o projeto One Laptop Per Child (OLPC) está perto de lançar um tablet para crianças por 75 dólares é bastante notável. Mas, mesmo que ele ofereça tudo o que foi prometido, um tablet é um realmente a melhor opção para crianças em idade escolar?

Como o iPad tem nos mostrado, o tablet é um dispositivo para o consumo de conteúdo, e não de criação. É um ótimo leitor, visualizador de vídeo e navegador na Web, mas está longe de ser ideal para escrever documentos longos como os trabalhos de escola necessitam.

Um notebook convencional tem um teclado físico, e seu design mais adequado para a configuração das mesas em sala de aula. Embora, o laptop não esteja tão na moda, e não seja uma grande novidade no mercado, ele, provavelmente, pode oferecer uma recompensa de ensino maior.

O anúncio do novo aparelho da OLPC foi feito na nesta semana. O fundador Nicholas Negroponte, disse nesta semana que a empresa espera ter um protótipo do tablet XO-3 até dezembro de 2010, e que planeja lançá-lo durante o Consumer Eletronics Show, em Las Vegas, em Janeiro de 2011.

O preço inferior a 100 dólares provará ser ainda mais surpreendente se o XO-3 combinar o IPAD, Kindle e um laptop infantil, tudo em um aparelho para crianças.

Mas temos que considerar: essa é uma meta realista para tal dispositivo de baixo custo? Dada a história da OLPC, existem muitos aparelhos da empresa que hoje custam quase o dobro do anunciado. E não se esqueça do XO-2, aparelho touchscreen, no qual o projeto foi cancelado no ano passado, após a companhia perceber que o custo de produção seria muito maior do que o esperado.

Segundo o CTO da empresa, Ed McNierney, o aparelho usará o Linux, descartando o Microsoft Windows ou o Windows 7.

"O nosso tablet será um dispositivo de computação, e não um smartphone ou um PDA. O Windows Mobile foi projetado para esses mercados, e não para computação de modo geral, assim ele não é útil para nós ", concluiu McNierney.

(Jeff Bertolucci)

Fonte: IDGNow - 14/10/2010

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Normas de conduta tecnológicas: 25 coisas que você não deve fazer

O mundo muda e, com ele, o modo como devemos nos comportar; não digitar em caixa alta e nada de celular no cinema, mas é só isso?
No estágio que chegamos, todos já devem já devem conhecer alguns princípios básicos da boa convivência no mundo tecnológico: não digitar em caixa alta, não encaminhar e-mails com correntes sem lê-las antes, e ativar o modo vibratório do celular ao entrar no cinema. No entanto, o desenvolvimento não para, cria novos dilemas e gafes em potencial; atualizar-se é preciso. Como um serviço de utilidade pública, portanto, apresentamos 25 novas regras para a vida moderna

1. A não ser que você esteja sendo irônico, ou tenha menos de 12 anos, evite o uso de vocabulário típicos de modismos da Internet. Destaque para 9dades, fica a dica, prontofalei, e risadas com k.

2. Não use as redes sociais para expor seus relacionamentos. Dá azar e podemos identificar um amor barato à distância.

3. Você não é seus filhos. Não use a última foto fofa deles como a imagem de seu perfil.

4. Você é um ambientalista engajado? Um ateu convicto? Um socialista fanático? Controle as suas mensagens sobre o tema, meu caro; nem todos da sua lista de contatos compartilham dos mesmos interesses.

5. Não importa o quão inesquecível a festa do sábado passado foi. Comentá-la nas redes é um convite para o desastre: lembre-se, muitos não foram sequer convidados.

6. Você não é sua esposa, seu primo ou seu melhor amigo, então, por que usa a conta deles para interagir com os outros? Deixe a preguiça de lado, crie seu próprio perfil e deixe-os em paz.

7. Aqueles link “enviar para um amigo” pode até ser conveniente para o remetente, mas, em geral, é irritante para o destinatário. Já ouviu falar em copiar-colar?

8. Tuites de uma palavra: jamais.

9. Tente ler, ao menos, os dois primeiros parágrafos do texto, antes de comentar o quão estúpido o autor dele é.

10. Nunca faça um comentário menor que a sua assinatura.

11. Deixar aquela configuração padrão em que as mensagens aparecem com “Enviado do meu BlackBerry” ou “Enviado do meu iPhone” deveria ser visto como uma ofensa passível de punição. Essas companhias já têm publicidade gratuita o suficiente.

12. Enviar e-mails cheios de enfeites e penduricalhos nunca foi uma boa ideia. Era deplorável na década de 90 e não deixou de sê-lo agora.

13. Se você não atualiza seu blog há meses, não se incomode de postar um novo texto só para se desculpar. Provavelmente ninguém liga muito para ele – nem você, aparentemente.

14. Não há nenhuma justificativa plausível para enviar a toda sua lista de contatos 20MB de fotos da última viagem. Ora, é justamente para isso que o Flickr e o Picasa servem.

15. Ao compartilhar fotos nas redes sociais, consciência: seu indicador direito não está muito rápido no gatilho? Tire as imagens desfocadas e aquelas que ninguém entende. Ah, não precisamos de 72 ângulos diferentes, e praticamente idênticos, do Corcovado ou da Torre Eiffel.

16. Esqueça aquele recurso no qual, ao ligarmos para você, em vez do aviso de ocupado, ouvimos uma música mal comprimida dos Beatles ou do ACDC. Ninguém gosta disso.

17. Esse aviso é óbvio, mas é incrível que toda hora ele tem que ser dado: não somos obrigados a escutar o que você está ouvindo no celular quando estamos no ônibus ou no metrô. Faça o favor de comprar fones de ouvido, eles são bem baratos que o aparelho que está segurando.

18. Tem uma mensagem pessoal para enviar para algum amigo ou conhecido? Envie por SMS ou mensagem instantânea; o Facebook não é um ambiente privativo.

19. Se você receber um e-mail e considerá-lo particularmente engraçado ou sábio, pense antes em apagá-lo do que encaminhá-lo. Na grande maioria das vezes, a primeira opção é melhor que a segunda.

20. Se você me marcar em uma foto no Facebook ou Orkut, é melhor que eu esteja bem nela.

21. Discutir pelo Twitter até que é divertido, mas, depois de três réplicas, transfira a polêmica para o e-mail ou mensagem instantânea.

22. Se exibir com seu iPhone ou BlackBerry não vai impressionar ninguém. Você não precisou ser muito inteligente nem corajoso para comprá-lo na loja.

23. Sabemos que bons domínios são difíceis de encontrar hoje em dia, mas use da criatividade antes de aceitar um que é tão esquecível quanto engraçado.

24. Alguns termos fazem sentido quando se está usando a Internet, mas, no mundo real, devem ser evitados. Deletar, upgrade, offline, enfim, você sabe do que estou falando.

25. Não use algumas abreviações desnecessárias: kbeça, br, facul etc.

Essas normas de conduta foram só algumas que selecionamos. É lógico, há muitas mais por aí, outros tipos de interações no mundo moderno que irritam a todos. Caso você tenha alguma, nos diga na seção de comentários; sim, podemos tornar essa lista ainda maior.

(Robert Strohmeyer)

Fonte: IDGNow - 14/10/2010